Publicado por: Daniel Souza | Março 17, 2008

Chamem o velho Winston! (Antes que seja tarde demais…)

No início deste de mês de Fevereiro uma declaração chamou a atenção de todo o mundo: o Arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, defendeu o uso da Sharia (Lei religiosa islâmica, baseada no Corão) em plena Inglaterra do Século XXI.

Para que possamos dar a devida atenção para a declaração do Sr. Williams, devemos levar em conta que o mesmo ocupa a posição clerical máxima dentro da Igreja da Inglaterra (Anglicana), sendo um dos principais líderes cristãos do mundo e responsável por um rebanho de 70 milhões de pessoas. O posicionamento feito por ele a respeito da Sharia tem um peso simbólico muito grande, principalmente se considerarmos o seu conteúdo e o cargo ocupado por quem o proferiu.

A Sharia, por sua vez, já é atualmente aplicada em países da África e do Oriente Médio, seja de forma pura e simples ou mista (ao lado de leis civis). É um código legal extremamente controverso para os padrões ocidentais, permitindo, entre outras coisas, ao marido impor castigos físicos a sua esposa. Dentro da cultura imposta por essa lei, temos casos como a Fatwa [1] emitida pelo Aiatolá Khomeini sentenciando de morte o escritor Salman Rushdie, além das recentes tentativas de assassinato do cartunista dinamarquês Kurt Westergaard.

As declarações de Williams servem como uma luva para os planos, mais do que declarados, dos muçulmanos radicais para a Europa: conquistar e subjugar. Se dentro do conceito muçulmano de Jihad existem dois tipos de povos que devem ser conquistados – os submissos, aqueles que não oferecem nenhuma resistência ao agressor, calando-se diante dele; e os inimigos, aqueles que enfrentam-nos de frente e não se rendem diante das ameaças – o Arcebispo de Canterbury certamente prefere colocar os ingleses no primeiro time. Estamos diante de alguém que certamente sofre da Síndrome de Estocolmo.

Essa postura leniente e submissa é a exata repetição daquela vista na própria Inglaterra às vésperas da Segunda Guerra Mundial. No governo do país se encontrava um Chamberlain hesitante, amedrontado e disposto a fazer toda sorte de concessões diante do III Reich, em nome da suposta paz e convivência harmoniosa, numa Europa em pé de guerra. O desfecho já é conhecido: milhões de vidas perdidas, holocausto judeu, batalhas sangrentas e destruição por toda a Europa. O fator diferencial naquela ocasião, e que evitou o pior, foi a ascensão do velho Winston (Churchill) como chefe do governo britânico, um senhor de fala firme e forte, convicções idem. Imbuído de um forte senso de dever e da certeza de não ceder mais nenhum milímetro a Hitler, Churchill profere, em 1940, os históricos discursos “Blood, Toil, Tears and Sweat”, “We Shall Fight on the Beaches” e “Their Finest Hour”[2], onde conclama o povo inglês, juntamente com todo o mundo livre, a oferecer resistência a qualquer preço diante do Nazismo que avançava a passos largos na Europa continental. Essa postura, tomada por um só homem, certamente mudou o rumo dos acontecimentos de seu tempo. Hitler nunca conseguiu invadir as ilhas britânicas, sofrendo o primeiro grande revés em sua estratégia de dominação.

Não podemos nos deixar enganar: o objetivo final da Jihad é escravizar todos os povos submissos e destruir todos os inimigos. Tomara que na hora mais difícil exista um novo Churchill, para proferir o mesmo discurso: “…We shall never surrender…” [3]

[1] Fatwa: pronunciamento legal islâmico, emitido por um especialista em lei religiosa, sobre um assunto específico.
[2] Discursos e mais informações sobre Sir Winston Churchill podem ser encontrados no site http://www.winstonchurchill.org
[3] (“…Não devemos nos render jamais…”)


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